Depois de um período de expectativa de alta, as vendas pendentes de imóveis nos Estados Unidos não confirmaram o avanço e caíram em julho. O índice, que mede contratos assinados antes do fechamento, recuou 2,3% no mês. O resultado veio abaixo do esperado e reforça o quadro de desaceleração do setor. O indicador é um dos principais antecedentes das vendas de imóveis usados no país.
Taxas de financiamento mais altas pesaram sobre a demanda, enquanto os preços recordes continuaram a pressionar os compradores. Em julho, o Oeste registrou a maior retração regional, com queda de 4,7%, seguido pelo Nordeste, que recuou 2%. A combinação desses fatores reduz o poder de compra das famílias e adia decisões de aquisição. O impacto é maior para quem precisa financiar a maior parte do valor do imóvel.
Na comparação com julho de 2025, as vendas pendentes caíram 2,2%, mostrando que o enfraquecimento não é apenas mensal. As assinaturas de contratos apontam para atividade moderada antes da divulgação dos dados de fechamentos, o que sinaliza demanda fraca nos próximos meses. A queda anual reflete restrições contínuas de acessibilidade, em um mercado no qual o custo do crédito limita o acesso à casa própria. A queda na base anual indica que o problema de acessibilidade não começou em julho.
