O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quarta-feira que a Ucrânia compartilha "laços profundos" com Israel. "A Ucrânia compartilha laços profundos com Israel", disse o líder ucraniano. A fala de Zelensky acontece no contexto da invasão russa, iniciada em 24 de fevereiro de 2022. Desde então, a Ucrânia tem buscado o apoio de países de todos os continentes para resistir ao avanço das forças russas.
As relações bilaterais têm um componente histórico. A Ucrânia abriga uma das maiores comunidades judaicas da Europa, e o próprio Zelensky é judeu, com parentes que emigraram para Israel. O país também foi palco de tragédias judaicas, como o massacre de Babi Yar, em 1941, quando nazistas mataram dezenas de milhares de judeus em Kiev. Antes de se tornar presidente, ele atuou como ator e humorista, e chegou a visitar Israel em viagens pessoais e diplomáticas. Ao ser eleito em 2019, tornou-se o primeiro judeu a ocupar a presidência da Ucrânia. Israel é um dos principais aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, o que dá peso político a qualquer aproximação com a Ucrânia.
Israel não impôs sanções contra a Rússia desde o início da guerra, uma posição que difere dos países ocidentais. O governo israelense também não forneceu armas à Ucrânia, apesar dos pedidos de Kiev. Em 2022, o então ministro dos Negócios Estrangeiros israelense, Yair Lapid, condenou a invasão, mas o atual premiê, Benjamin Netanyahu, adotou uma postura de equilíbrio entre Moscou e Kiev.


