O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse nesta segunda-feira (27) que a indústria de defesa do país precisa evoluir para lançar 1.000 drones de longo alcance por dia contra a Rússia. A meta, segundo o líder ucraniano, é de 1.000 unidades diárias. A declaração faz parte de um esforço para responder à guerra iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022.
A Ucrânia tem utilizado drones de fabricação própria para atingir alvos dentro do território russo, como refinarias, bases aéreas e depósitos de combustíveis. Esses ataques, realizados a centenas de quilômetros da fronteira, tornaram-se centrais na estratégia de Kiev. O país também recebe mísseis ocidentais, mas aposta na produção local de drones como forma de manter a pressão sobre Moscou.
A escala proposta por Zelensky equivale a cerca de 30 mil lançamentos por mês. Em agosto de 2024, a Ucrânia apresentou o Palianytsia, um híbrido de míssil e drone com alcance de centenas de quilômetros. O desenvolvimento de novos modelos tem sido prioridade do governo ucraniano, que conta com o apoio de parceiros ocidentais.
De outro lado, a Rússia também ampliou sua produção de drones e adotou modelos iranianos, como o Shahed-136, um drone de fabricação iraniana usado em ataques noturnos contra a infraestrutura ucraniana. O conflito, que completa três anos em 2025, transformou os céus da Ucrânia e da Rússia em um campo de batalha. Nesse cenário, os veículos aéreos não tripulados têm papel decisivo.


