Os preços de commodities agrícolas subiram fortemente no acumulado de 2026 até agosto. O arroz lidera com alta de 57%, seguido por trigo (51%), algodão (41%) e borracha (32%), segundo levantamento do The Spectator Index. Soja, lã, óleos vegetais, chá e queijo também fecharam o período em alta.
Os aumentos são atribuídos a dois fatores principais. O fenômeno El Niño causou estiagens e perdas de safra em regiões produtoras, reduzindo a oferta de grãos e fibras. No Mar Negro, os entraves logísticos decorrentes das tensões entre Rússia e Ucrânia limitam as exportações de trigo e outros cereais, mantendo os preços sob pressão.
A alta dessas matérias-primas pressiona custos em várias cadeias produtivas. Algodão e borracha encarecem insumos industriais, enquanto óleos de palma e girassol pesam nos alimentos processados. O trigo, usado em pães e massas, tem efeito direto sobre a inflação de comida em diversos países. O arroz, alimento central na dieta de boa parte da população mundial, lidera os ganhos do período.
O levantamento também registrou avanços menores em outras commodities. Soja subiu 24%, lã, 21%, óleo de palma, 20%, e óleo de girassol, 17%. Chá e queijo completam a lista, com altas de 13% e 9%, respectivamente. O movimento de alta, portanto, é amplo e atinge desde grãos a produtos processados.



