O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, classificou como “ilegais” as sanções impostas pelos Estados Unidos ao Irã e afirmou que Pequim tomará “todas as medidas necessárias” para proteger seus interesses, em meio ao aumento da pressão americana sobre o Irã. A China responde por 80% a 90% das exportações iranianas. A manifestação ocorre em resposta ao anúncio do Tesouro americano, órgão do governo dos Estados Unidos.
Lin Jian disse que as sanções unilaterais dos EUA violam o direito internacional e que a China vai defender suas empresas e o comércio bilateral. O porta-voz também afirmou que a cooperação entre China e Irã ocorre dentro das normas internacionais e prioriza o diálogo para reduzir tensões. O governo chinês rejeita a chamada “guerra econômica”, que, segundo ele, perturba o comércio global.
As sanções secundárias foram anunciadas pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e miram o comércio de petróleo iraniano e os parceiros do país. Diferentemente das sanções primárias, que atingem diretamente o país alvo, as sanções secundárias punem terceiros que fazem negócios com ele. A China é um dos principais alvos das medidas americanas, que buscam reduzir a receita externa do Irã.
Atualização, 13:39
A China, que importa de 80% a 90% do petróleo exportado pelo Irã, alertou que as sanções impostas pelos Estados Unidos a Teerã podem abalar a economia global. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, afirmou que as medidas unilaterais perturbam a ordem econômica global e defendeu a cooperação energética legal de Pequim com Teerã. A declaração foi dada em resposta às novas sanções secundárias impostas por Washington a Teerã.
O alerta ocorre semanas antes de uma cúpula planejada entre Donald Trump e Xi Jinping para preservar a trégua comercial entre os dois países. As sanções secundárias americanas, anunciadas por Washington, miram países e empresas que mantêm negócios com o Irã. A medida amplia a pressão sobre Teerã em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. O mercado de petróleo já opera com volatilidade diante do cenário.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ameaçou parceiros comerciais de Teerã, mas evitou atingir diretamente os maiores bancos chineses, segundo informações apuradas. A decisão de não mirar essas instituições busca evitar um colapso sistêmico no sistema financeiro global. Sanções secundárias, diferentes das primárias, atingem terceiros países e empresas que mantêm negócios com o país alvo, mesmo fora do território americano.
A China afirmou estar pronta para adotar medidas de proteção aos seus interesses. A importação chinesa garante ao Irã uma receita crítica em meio ao conflito que o país enfrenta. A relação energética entre China e Irã está no centro da disputa entre Washington e Pequim.



