O ministro do Orçamento da França, David Amiel, anunciou que a pasta usará inteligência artificial para testar proativamente vulnerabilidades de cibersegurança em órgãos do governo francês. A decisão ocorre dias depois da divulgação do ataque à DGFiP, direção-geral das finanças públicas da França, que expôs dados de 678 mil pessoas e empresas. A DGFiP é o órgão francês responsável pela arrecadação de impostos.
A invasão à DGFiP foi registrada no fim de junho de 2026, com uso de credenciais roubadas de funcionários e de terceiros. Os criminosos tiveram acesso a rendimentos, alíquotas de retenção na fonte e informações sobre propriedades dos contribuintes. O vazamento atingiu pessoas físicas e empresas.
O caso veio a público recentemente, quando o hacker ZeroBytes passou a divulgar os dados em fóruns. A exposição gerou reuniões de crise na administração pública e a notificação dos contribuintes afetados.
Os testes alcançarão sistemas de diferentes agências do governo, e não apenas a DGFiP. A pasta afirmou que a medida integra uma estratégia de prevenção de vazamentos no setor público.



