Em 2026, autoridades do Federal Reserve voltaram a afirmar que novos aumentos da taxa básica de juros serão provavelmente necessários se a inflação não cair. A inflação americana está há mais de cinco anos acima da meta de 2%, pressionada por custos de energia e pela resiliência da atividade econômica. O recado é mais um sinal de que o banco central não considera encerrada a batalha contra a carestia.
O governador do Fed Christopher Waller está entre os que se mostram abertos a novo aperto monetário. A economia americana, ainda resiliente, dá ao banco central espaço para manter os juros elevados por mais tempo. O tom das autoridades indica que a pausa atual não significa o fim do ciclo de aperto.
Se os juros subirem, o crédito fica mais caro e o dólar tende a se fortalecer. Esses dois canais costumam pesar sobre ativos de risco, incluindo as criptomoedas, que perdem atratividade quando títulos americanos pagam mais. Isso porque o Tesouro dos Estados Unidos passa a oferecer retorno mais alto sem o mesmo risco das aplicações voláteis.
O efeito também se espalha pela economia global. Países emergentes, que captam recursos em dólar, enfrentam custo de financiamento maior e pressão sobre suas moedas. A combinação de juros altos nos Estados Unidos e câmbio desfavorável reduz o apetite por investimentos em mercados periféricos.




