A inflação do Japão acelerou para 1,9% em julho, na comparação anual, ante 1,6% em junho. O núcleo do índice, que exclui alimentos frescos, subiu a 1,8%, pressionado pelos custos de importação. Os percentuais reforçam a tendência de alta de preços no país.
O avanço foi puxado pelo enfraquecimento do iene, que torna mais caras as compras externas de alimentos e energia, e pela elevação do petróleo no mercado internacional, associada aos conflitos no Oriente Médio. O governo japonês mantém subsídios para combustíveis, o que reduziu parte do impacto sobre os preços finais. Ainda assim, as famílias sentem a diferença nos supermercados e nas contas de luz. O núcleo, por excluir itens de maior volatilidade, é o indicador que o Banco do Japão, autoridade monetária do país, acompanha para medir a tendência de fundo dos preços.
Os números aproximam o país da meta de 2% do Banco do Japão e sustentam as expectativas de novos aumentos de juros. Em junho, o banco central elevou a taxa básica para 1%, e a próxima reunião de política monetária está marcada para setembro. Os dados de julho entram na avaliação do comitê para definir o ritmo do aperto.



