O Irã acolheu nesta quarta-feira a declaração da China contra as sanções impostas pelos Estados Unidos ao país persa. O governo chinês divulgou comunicado oficial manifestando oposição às restrições americanas, que há décadas atingem a economia iraniana. A posição de Pequim foi recebida como um gesto de alinhamento entre os dois países.
As sanções dos EUA contra o Irã foram intensificadas após a saída americana do acordo nuclear de 2015. O pacto, que limitava o programa nuclear iraniano em troca do alívio de sanções, também era assinado pela China. Pequim, porém, manteve relações comerciais com Teerã mesmo sob pressão de Washington. Os Estados Unidos deixaram o acordo em 2018, durante o governo de Donald Trump.
Em 2021, China e Irã assinaram um acordo de cooperação estratégica de 25 anos, com investimentos em energia e infraestrutura. O acordo aprofundou a parceria entre os dois países, que também mantêm laços em organismos multilaterais. A China é o maior comprador do petróleo iraniano, um setor duramente atingido pelas sanções americanas.
A China é membro permanente do Conselho de Segurança da ONU e tem poder de veto sobre resoluções que imponham sanções ao Irã. Em 2020, Pequim votou contra a extensão do embargo de armas imposto ao país. A posição da China é um fator importante para o Irã em qualquer negociação internacional.



