Israel bombardeou em 18 de agosto de 2026 a base aérea de Abu al-Duhur, na província de Idlib, na Síria, por considerar a base uma ameaça à segurança. Em resposta às críticas dos Estados Unidos, o governo israelense afirmou que as declarações americanas estão 'cheias de imprecisões', segundo a agência AFP. A declaração foi dada depois que Washington classificou a inteligência israelense como imprecisa.
A inteligência que motivou o ataque apontava que a Síria permitia o desdobramento de tropas turcas na base, o que Israel enxergava como violação de entendimentos anteriores. Para o governo israelense, a presença militar turca naquele ponto representava uma ameaça à segurança. A base aérea de Abu al-Duhur foi o alvo da ação militar.
Os Estados Unidos condenaram o ataque como uma escalada desnecessária. A posição americana foi comunicada publicamente e evidencia as tensões entre os dois países. O episódio ocorre em meio a divergências entre Israel e a administração de Donald Trump sobre a condução da política para a Síria.
O enviado dos Estados Unidos, Tom Barrack, tem enfatizado o apoio à desescalada com Ahmed al-Sharaa, líder do novo governo sírio. A crise também ocorre em meio ao envolvimento regional mais amplo da Turquia no conflito sírio. Enquanto Washington busca conter a escalada, Israel segue afirmando que a base representava uma ameaça à segurança.

