Em 19 de agosto de 2026, o Tesouro dos EUA dobrou o programa de recompras de títulos para mais de US$ 4 bilhões por emissão. O rendimento do título de 10 anos, porém, voltou acima do ponto inicial na manhã seguinte, após um breve alívio. A operação faz parte das tentativas de Scott Bessent, atual secretário do Tesouro dos EUA, de conter a pressão sobre os juros de longo prazo.
Bessent avalia usar os US$ 950 bilhões da conta geral do Tesouro para ampliar as recompras de títulos. A conta geral do Tesouro é o caixa do governo americano, usado para honrar os compromissos federais. A dívida recorde dos EUA, os déficits persistentes, a inflação e os gastos massivos com inteligência artificial seguem entre as forças que empurram as taxas para cima. Essa combinação de fatores continua a pressionar os rendimentos mesmo com as intervenções do Tesouro.
Os títulos de 10 e 30 anos são referências para financiamentos de imóveis, projetos de infraestrutura, investimentos corporativos e para o custo da dívida pública.



