As farmacêuticas americanas Merck e Moderna informaram nesta quarta-feira que um medicamento experimental contra melanoma, desenvolvido sob medida para o tumor específico de cada paciente, evitou a volta do câncer em um grande teste clínico. Segundo as empresas, o tratamento impediu a recorrência da doença nos pacientes que receberam a terapia personalizada.
O anúncio reúne duas gigantes do setor: a Merck, que tem um dos medicamentos de imunoterapia mais vendidos do mundo, e a Moderna, que se tornou conhecida globalmente por suas vacinas de RNA mensageiro contra a covid-19. O medicamento experimental é desenhado para se encaixar nas características do tumor de cada paciente, uma estratégia que vem sendo chamada de medicina personalizada. A proposta é treinar o sistema de defesa do corpo para atacar mutações específicas das células cancerígenas.
O melanoma é considerado o tipo mais grave de câncer de pele, com alto potencial de se espalhar para outros órgãos. Estima-se que a doença seja responsável pela grande maioria das mortes por tumores de pele, embora corresponda a uma parcela menor dos diagnósticos. Quando a doença volta, o tratamento se torna mais difícil e as chances de cura caem. A prevenção da recorrência é um dos maiores desafios no tratamento do melanoma, e é exatamente esse risco que o novo medicamento busca eliminar.




