O ouro à vista ampliou as perdas na sessão de 28 de agosto de 2026, no mercado internacional de metais preciosos. O metal recuou quase 2%, para US$ 4.508,99 a onça. A queda reflete pressão de venda durante o pregão.
A desvalorização ocorre em um cenário de dólar mais forte e de dados de inflação estáveis nos Estados Unidos. O índice PCE, medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve, permaneceu estável e manteve vivas as expectativas de juros elevados por mais tempo. Como o ouro não paga juros, o ambiente de rendimentos altos reduz o interesse pelo metal. O ouro é cotado em dólar, e a alta da moeda americana torna o metal mais caro para compradores que utilizam outras divisas.
Investidores também reduzem posições antes do discurso do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, no simpósio de Jackson Hole. O evento é tradicionalmente usado para sinalizar os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos, e o tom de Warsh sobre os juros pode orientar o mercado nas próximas sessões. O ouro é sensível à taxa de juros real, e a fala de Warsh é acompanhada de perto pelos operadores.
O ouro havia subido com força no início de agosto, mas passa por realização de lucros. Os preços oscilam perto de US$ 4.500 a US$ 4.600 a onça, após marcar máximas de vários meses. O movimento indica que parte dos investidores optou por embolsar ganhos diante da valorização recente.
Atualização, 13:34
O ouro à vista amargava forte queda na manhã desta sexta-feira, 28 de agosto de 2026, no mercado internacional. A onça recuava quase 3%, para US$ 4.464,15, depois de ser negociada a US$ 4.509 minutos antes. A queda acentua as perdas observadas em 26 de agosto, quando a onça recuou cerca de 1%, para US$ 4.613. Com o resultado, o ouro volta a aprofundar a sequência de baixas que marca todo o mês de agosto.
O ouro spot passou grande parte de agosto em ambiente de alta volatilidade, com sucessivas sessões de perdas e ganhos. Nos dias que antecederam a queda atual, o metal chegou a superar US$ 4.600 a onça, mas não sustentou o nível. A desvalorização deste dia levou o preço a operar abaixo de US$ 4.500 na sessão.
No mercado internacional, o ouro é negociado por onça, unidade usada como referência para as cotações à vista. Esse preço é acompanhado por fundos e investidores que utilizam o metal como reserva de valor em momentos de incerteza. A queda de quase 3% em uma única sessão é significativa para um ativo que costuma apresentar variações menores. Quem comprou ouro antes da queda atual enfrenta, agora, uma posição com perdas. A cotação spot reflete negociações para liquidação imediata, diferente dos contratos futuros, que preveem entrega em datas posteriores e são negociados em bolsas.

