O diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), Rafael Grossi, afirmou ter encontrado na Síria 'toneladas de materiais nucleares que poderiam ser mal utilizados'. A AIEA é o órgão das Nações Unidas para fiscalização nuclear. A declaração foi feita após uma visita a um depósito não declarado, onde foram coletadas amostras.
O local, identificado como Site 99, não havia sido declarado à agência. O depósito guarda yellowcake, pó de urânio concentrado usado como matéria-prima do ciclo do combustível nuclear, e resíduos do projeto do reator Al Kibar, do regime de Assad. O material não é suficiente para produzir uma arma nuclear, mas poderia ser usado em uma bomba suja.
O reator Al Kibar foi destruído por um ataque aéreo de Israel em 2007. Após a queda do regime de Assad, em dezembro de 2024, o novo governo sírio declarou o local voluntariamente. Foi assinado um acordo intermediado pelos Estados Unidos para que a AIEA remova o material. O objetivo é resolver o legado nuclear do regime anterior e evitar uma escalada envolvendo Israel.


