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Irã prevê derrota dos EUA com pressão econômica e cita perdas

O porta-voz do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que Washington terá maiores perdas e convocou países a não aderirem às sanções americanas.

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O Irã convocou outros países a não aderirem à campanha de pressão econômica liderada pelos Estados Unidos. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que Washington não obterá nenhum ganho com as sanções e que elas trarão 'mais derrota e maiores perdas' aos americanos. O alerta foi divulgado em meio à nova rodada de sanções imposta pelo governo de Donald Trump a Teerã.

A política de 'pressão máxima' contra o Irã foi retomada por Trump após a saída dos EUA do acordo nuclear JCPOA, em 2018. Desde então, os Estados Unidos impõem sanções que atingem principalmente os setores de petróleo e finanças do Irã, e já afetaram empresas de países europeus e asiáticos que mantinham negócios com o país. O acordo de 2015, que limitava o programa nuclear iraniano em troca do alívio de sanções, segue abandonado por Washington.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, também já havia respondido à pressão americana ao classificar como 'inútil' o acúmulo de forças militares dos EUA na região. Ele afirmou que não há ultimato americano sobre o programa de enriquecimento de urânio iraniano. As declarações de Baqaei e Araghchi indicam que Teerã pretende manter sua posição de não negociar sob ameaça.

Em agosto de 2026, o Irã segue rejeitando a campanha que Trump batizou de 'Dia D Econômico'. O governo iraniano argumenta que sanções unilaterais não mudam suas decisões de política externa e nuclear, e que vai continuar buscando parceiros comerciais fora do alcance das restrições americanas.

Por The President, com informações de @Bricsinfo